Crítica WhereToEatNow
Ha um momento especifico que o traz aqui. Parte o primeiro croissant, o vapor sobe a libertar o cheiro a manteiga quente e a farinha, e de repente a fila que serpenteia porta fora, ao lado das ruinas do Convento do Carmo, passa a fazer todo o sentido. O Croissant do Carmo nao anda a reinventar nada. Faz apenas um croissant muito, muito bom, e fa-lo todas as manhas sem falhar.
Comece pelo simples, a 2,00 euros. E a referencia: folhado na perfeicao, dourado, com aquela ligeira resistencia antes de ceder a camadas tao macias que quase se desfazem. Se lhe apetecer algo salgado, peca o presunto, queijo e rucula a 4,00 euros, em que o presunto salgado, o queijo derretido e a rucula picante se seguram naquela arquitetura amanteigada do croissant. Sabe a refeicao a serio pelo preco de um snack.
O cafe e competente, sem espalhafato. O expresso a 1,20 euros tem forca bem portuguesa, e o matcha latte a 3,50 euros e uma pequena surpresa vinda de uma casa tao tradicional. Os bolos tambem merecem: o cheesecake a 4,50 euros e rico sem pesar, e o bolo de coco a 2,00 euros e daqueles humidos e cheios de coco ralado que a sua avo faria se calhasse ser portuguesa.
O servico e rapido e sem rodeios, ainda bem. Pede, levanta o saco com o autocolante azul-marinho, arranja um banco ali no largo e come um dos melhores croissants de Lisboa por menos do que custa um bilhete de metro. E este o negocio, e e um belo negocio. Venha cedo, antes de os melhores tabuleiros esgotarem e a fila duplicar.
