Crítica WhereToEatNow
O Nicolau é extremamente fotogénico e tem a pegada nas redes sociais que o comprova, o que costuma prever comida feita para ser olhada. Neste caso não. As taças, as panquecas e os ovos são bem feitos, a fruta é fresca em vez de decorativa, e a cozinha preocupa-se claramente com o facto de gostar do que chega.
A carta percorre o cânone internacional do brunch — taças de açaí e granola, tosta de abacate, ovos de várias maneiras, uma pilha de panquecas que é mesmo boa e não um adereço. As doses são generosas. O café está um degrau acima do que servem os cafés da Baixa à volta, e os sumos são mesmo naturais. Há uma boa oferta vegetariana e vegana, o que nesta zona é útil.
A localização é o argumento prático. Fica uma rua atrás da Rua Augusta, por isso está a um minuto da artéria principal mas fora do pior do aperto, o que faz dele um bom reinício a meio de um dia de passeio.
Notas honestas: é popular, pequeno e não aceita reservas, por isso as manhãs de fim de semana significam esperar no passeio. Os preços são de brunch internacional numa cidade onde o pequeno-almoço custa tradicionalmente dois euros. E é tão português como uma taça de smoothie, por isso se a viagem é curta passe as manhãs numa pastelaria. Numa estadia mais longa, ou quando simplesmente lhe apetecem legumes ao pequeno-almoço, cumpre bem.